Me constranja com teu amor Yeshua
Á
Átrio dos Gentios
Removendo a poeira secular
     
 
"E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam."

                    
                                                                                                           Jo 1, 5
 
     
 
A singularidade em Yeshua

Quando, em torno de Yeshua, temos uma determinada discussão, desde a mais básica, sobre sua
existência, mas, sobretudo, as que envolvem seus atributos sobrenaturais, seus milagres, sua
ressurreição, sua filiação divina e sua unidade com D´us, ou, quando tudo aponta para muito além
de qualquer compreensão, se Ele era, ou é, o próprio D´us.

Estas discussões, como está escrito na Palavra, já nasceram com seu ministério, todos os
conflitos caminharam pari passu com Ele; ter alguém ao Seu lado era a certeza de uma intensa
"dialética".

Conforme o tempo vai se afastando dos Seus dias como homem, as dúvidas só fazem aumentar,
sobretudo quando o tempo parece ser tão distinto e tão distante.

Hoje, em um mundo onde tantos pensamentos sobrepuseram aqueles e continuam a se sobrepor,
onde a técnica e a ciência deixaram no passado alguns medos, dores e angustias que eram parte
integrante do cotidiano e da vida de todos os seres humano, o que Yeshua pode representar?

E se esta ciência e a evolução entre distintas sociedades lançam diferenças entre nós, diferenças
na superação destas dores e angustias, certamente temos necessidades diferentes em um
Salvador.

É possível que, ao deixar um mundo de trevas e perseguições como era o império romano (palco
essencial para o Trabalho de Yeshua), possamos viver um mundo de equidade que talvez tire a
razão de ser deste Trabalho.

Uma pausa aqui, é estranho, mas o pensamento agnóstico e racional cooperou em muita medida
com uma sociedade branda e bondosa, muito mais que os religiosos querem admitir, permitiu
moderar a violência dogmática (1). Por outro lado, muito do que a sociedade alcançou em termos
de investigação, de tolerância democrática teve a contribuição de piedosos, mais do que os laicos
costuma admitir.

Mas voltando, o que pode representar Yeshua em um mundo solvido?

Sem considerar o pêndulo de dependência de D´us, aquela lógica registrada na Bíblia, onde um
período mau leva ao arrependimento que leva a um conserto, que leva a uma sociedade melhor
que leva a uma sociedade desatenta que leva de novo ao um período mau... Como nós, que
parecemos caminhar para um período bom, podemos esperar ou depender da existência e da
mensagem de Yeshua?

Há dois aspectos na singularidade de Yeshua que talvez mereçam atenção e reconhecimento e
decorrem de sua humanidade (e se eu fosse obrigado a escolher entre sua divindade e sua
humanidade, eu não teria dúvidas em ficar com sua humanidade).

Há uma singularidade em cada existência humana. Somos, em última análise, “algo” que interfere
na realidade, que “perturba” a realidade e, ainda assim,  a vida é algo distante da realidade.

Esta distância será tanto maior quanto pior sua representação e percepção.

O termo real é interessante, remete a um estado onde o mundo é aquilo que ele é e ao mesmo
tempo remete a uma distinção de domínio que pode bem ser notada na expressão: “ser mais
realista que o rei”.

Se Deus é a verdade, então Ele não é apenas Rei, mas também Real, é a própria realidade. Na
realidade, ou no Real,  podemos ver Deus.

E ai começam nossos problemas. Nossa percepção é embotada, é distorcida pela fantasia, que
se estrutura na mentira, cujo pai é o diabo.

Digo estas coisa para voltar ao tema de que somos uma singularidade, ajudamos a construir a
realidade, mas não em sua justiça, nada além de uma perturbação na água, que distorce o que se
pode ver (a imagem), mas não altera o que é real (2).

Com estas coisas postas, é possível começar a falar sobre Yeshua.

Então Ele é humano, neste sentido de ser percebido (ontem e, porque não dizer, hoje). De
compartilhar o verbo, o que nos permite nos relacionar e é um atributo único, distinto de tudo o
mais que pode ser notado no mundo.

E ainda, Homem de dores e acostumado com trabalho pesado, como diz Isaias 53, homem que
compartilhou angustias humanas e sabe, como ninguém, o que é compaixão, aquilo que é a
oposição da psicopatia, que permite a unidade entre distintos.

Mas voltando aos dois aspectos visíveis da singularidade de Yeshua. Como nós, além de um
relacionamento atemporal e sobrenatural, podemos ver e reconhecer Yeshua aqui, em um
relacionamento também atemporal, mas natural?

Primeira “coisa”

Algo, ou alguém (a quem podemos chamar Yeshua), ocorreu em um determinado tempo, cuja
singularidade aponta para um determinado tempo e uma determinada localização, onde o
pensamento mudou.

Um pensamento com conceitos não novos que se juntou a outros conceitos, sem medo de errar,
originais para, por fim, compor um pensamento novo e inovador.

Este pensamento se cristalizou, não só passou à escrita, mas sobreviveu a toda a precariedade
documental. Este é um ponto inegável.

Ao abrir a Bíblia (3) você tem o registro deste algo, deste ponto de mutação do pensamento que
irá moldar, queiram admitir ou não os laicos, nosso mundo e continua agindo, via ocidentalização
laica do restante do mundo não judaico-cristão (assim como o religioso contaminou-se com o
herético, assim o secular contaminou-se com o místico e sua ética).

Segunda "coisa"

Mas o segundo ponto, indissociável do primeiro, mas de caráter mais ativo, foi a coragem.
Começando no impulsivo Pedro (Kefás) até algum piedoso que caminha só neste mundo de hoje.
Algo começou a operar no mundo.

O veículo da Palavra de Yeshua não foram pergaminhos, mas uma atitude estranha e, porque não
dizer, insuportável de alguns seguidores.

A opressão tem virtudes, uma delas é peneirar o que tem fibra e caráter daquele que não as têm.

Em parte, o “sucesso” de Yeshua estava nas mãos (brutais) dos romanos. A eles foi permitido se
levantar sobre o “mundo” daquela época (como Yeshua diz a Pilatos) para melhor representar a
opressão espiritual que opera no mundo desde a queda. Este antagonismo era necessário ao
Trabalho de Yeshua.

Mas significa que a virtude do cristianismo deve-se aos romanos?

Nunquinha!

A opressão não era nova, mas este caráter necessário à resistência contra a opressão e o amar a
morte não eram tão abundantes assim. O que se fez oportuno e presente foi a singularidade que
estava na mensagem de Yeshua.

Isto sim era novo. Uma lógica “suicida” começou a operar no meio do império do mal.

Esta lógica traz consigo, ética, coragem, amor.

Ética, porque se recusa a aceitar a regra homicida do mundo... Está é a primeira recusa da
fantasia e, portanto, a aceitação da realidade e, portanto de novo, de D´us.

Coragem, porque se recusa a preferir a vida em um ambiente onde o mal está presente e aceita a
morte como uma realidade existencial, um intransponível contrassenso vencido em um momento
de rara oportunidade; quando a vida só era possível mediante a negação de uma verdade. Está,
então, é a segunda aceitação da realidade.

Amor, porque se recusa a negar o dom da vida e aquilo para o qual fomos chamados, que nos faz
humanos, onde compaixão liga-nos ao outro para além de qualquer dúvida ou medo. Está é a
terceira aceitação da realidade e que compreende as duas anteriores.

Alguns, em algum sentido não inteiramente perverso, preferem acreditar que eram homens e
mulheres desesperadas que necessitavam acreditar em um paraíso futuro devido aos rigores da
opressão, como pessoas em delírio.

Mas é o contrário, uma vez li sobre uma geração de ingleses que tiveram na grande guerra a
oportunidade de escapar de uma vida fútil e obtiveram alguma redenção. Considerar a paz como
regra e guerra como uma perturbação é um ato de fé dos seculares, paz é a anomalia, e segundo
inferência da Bíblia, uma concessão divina em razão da existência de dez justos na terra (minha
licença poética neste texto).

O que aqueles homens e aquelas mulheres viram foi a realidade, em um senso mais apurado e
imediato do que existencialistas ateus (os quais muito aprecio, gosto mesmo deles) puderam ou
podem alcançar.

Eles fizeram o destino deles e fizeram com a alma lavada, se viram o paraíso eu não sei, mas
certamente viram o mundo como ele é, o real (e que sorte), viram Yeshua e sua mensagem e a
entenderam completamente.

Esta singularidade de Yeshua tem “contaminado” homens em todos os tempos, mesmo que em
alguns (ou quase em todos) momentos, só a um pequeno remanesceste.

E tal coisa não está longe de você, não está no passado.... Basta vê-Lo, ou como dizem as
escrituras, basta ter olhos de ver e ouvidos de ouvir.

Escape da fantasia, não há nada como o real, é nossa herança e "maldição".

M. Mingra

1. O ortodoxo é alguém que alça o paraíso da certeza e o mantém perseguindo, excomungando, matando os que insistem
em lembrar que a realidade é angustiante em suas incertezas.

2. A representação de um lago turvado é antiga (filosofia oriental).

3. Em nosso caso, a protestante, mas aqui não se pode separar o Canon Católico nem o Canon Judaico, há
interdependência do nosso a estes.
 
     
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