Me constranja com teu amor Yeshua
Á
Átrio dos Gentios
Removendo a poeira secular
     
 
"Ele morrerá, porque desavisadamente andou, e pelo excesso de sua loucura se
perderá"
                                                                                                     
                                                                                                        Pv 5, 23
 
     
 
O controle de tudo, o controle de nada

Pobres mortais que somos; desnudos diante da realidade, colocamos uma folha para nos cobrir
da vergonha, nesta nossa nudez de alma.

Nus, nosso grande inimigo se revela, a realidade impõe tantas questões e tanta tristeza que
elaboramos nossas próprias crenças de imortalidade e controle da vida e sobre a vida.

Suportamos o mundo negando-o, neste ponto, todos criam suas crenças, sejam crenças
espirituais, religiosas ou seculares, no fundo são exatamente a mesma coisa. Esteja você se
iludindo com poderes celestes indevidos, seja, de outro modo, por meio de estruturais racionais
(também indevidas).

Não é à toa que dinheiro, nas palavras de Yeshua, seria o substituto natural de Deus e de alguma
crença.

Dinheiro compra um bocado de controle, quase compra a saúde definitiva.

Mas, como acordar e enfrentar o dia de hoje, se este próprio dia traz incertezas, que dirá do
amanhã? E o que se pode dizer ainda, do depois de amanhã, indefinidamente.

A realidade, rotineiramente, te chama aos fatos, e o que fazemos?

Temos alguns arsenais...

Distrações; não faltando saúde, comida e as coisas básicas, funciona bem, mas precisa sempre
de mais e mais.

Sexo; sim, mas quando usado para esta finalidade, também é exigente, sempre precisamos de
mais.

Como disse; dinheiro, depois de saúde, pode-se comprar quase tudo, cada dia mais coisas estão
à venda, incluindo sexo e distrações, portanto, quanto mais, dinheiro, maior garantia. “Éba”!

Só que dinheiro é recurso, e recursos são limitados, desafiadores e aborrecidamente finitos, são a
justa medida das necessidades... De todos. Opa!

Vamos deslocar a curva de necessidades dentro da sociedade, se não, alguns desejos não
podem ser necessidades... Da alma.

Atenção? Sim, mas apenas quando passamos dos limites narcisísticos. No fundo, uma súmula das
demais coisas citadas.

Mas esgotados estes arsenais, sim, porque a realidade é cruel e chata, ela sempre arranja uma
hora no dia, no ano, na vida, para ser chata. Sempre tem um momento que baixamos a guarda (os
arsenais) e ela aparece.

Ela aparece sempre e cumulativamente quando algo dá errado, sobretudo com a saúde. Portanto,
quando você tenta tapear a realidade, quanto menos aflito você fica, mas aflito você ficará um dia.

A realidade não negocia com os outros.

Não é a troco de nada, que chamamos Deus, ou Yeshua, de Rei, não se deve a um império, se
não o império do real, da imposição do real da qual Ele não fugiu, quando tudo enfrentou de cara
limpa, até mesmo quando lhe ofereceram uma porção “anestésica”, a droga da época, quando as
coisas estavam insuportáveis para ele.

É este o significado destas duas passagens:

  “Fale-nos de tudo, menos do Santo de Israel”.
Is 30, 10 e 11 (livre)

   “Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna”.
Jo 6, 68 (frag.)

E, ainda, os imperativos de Jeremias.

    E será que, quando te disserem: Para onde iremos? Dir-lhes-ás: Assim diz o Senhor: Os que para a
morte, para a morte, e os que para a espada, para a espada; e os que para a fome, para a fome; e os que
para o cativeiro, para o cativeiro.
                                                                                                          Jr 15, 2.

A forma de negação comum é criar todo um sistema de crenças, que inclui até os aspectos
religiosos (a religiosidade é a forma de estabelecer controle sobre o espiritual).

Acrescente-se a isto, algum objetivo relativamente possível de realização.

Com estes dois elementos, temos como impor algum rigor à vida, são nossos projetos de paraíso.
Ou seja, não estamos no paraíso porque ainda falta isso... Então tudo se resume a tirar esta
contradição. Gastamos a vida nisso. Ocupamos e nos enganamos com isso.  Tudo aquilo que se
opõe a isso, é tratado como fora da “realidade”, quando na verdade é exatamente a realidade
impondo alguma sobriedade e ajuste de conduta, em seus modos sempre terapêuticos e não
reconhecido.

Enquanto a ilusão do projeto se mantém, estamos a um passo do paraíso, se falhar, a prostração e
a incredulidade.

Uma aposta cara, muito cara, porque todo um rastro de enganos e desencontro humano já estará
estabelecido de modo, não raro, irrevogável.

Mas toda crença tem seu “dízimo”. Neste caso, um tanto mais, damos 100% de nós... Enfim, tudo.

Estas crenças são herdadas, moldadas, confirmadas, alteradas quando esgotadas, enfim, deve-se
fazer de tudo para manter a realidade afastada. Se parecer dar errado, intensifique as ações
lenitivas, mais distrações, mais sexo, mais qualquer coisa. Se tudo der errado, passe por cima de
tudo e de todos, porque quanto mais velho somos, maior é o passivo de realidade negada a ser
quitada.

Ou seja, do paraíso ao inferno.

E qual é a proposta Bíblia, sobretudo “na tradução” e no pensamento de Yeshua?

O oposto.

Facear o real e aceitar todo o fracasso e desespero humano. Ver o abismo e evitar a vertigem da
liberdade (S. Kierkegaard).

Não ter controle de nada, confiar em Deus, este é o ato de loucura exigido. A cada dia o seu mal,
resumiu Yeshua. A forma de evitar que as preocupações humanas não nos façam desumanos.

Aceitar esta falta de controle acaba com o poder e a sedução dos projetos e das falsas crenças.

Se vamos morrer mesmo, porque matar o humano em nós.

Não tendo controle, teremos que tomar nossas decisões, porque de modo algum estamos livres
das decisões, contudo, agora, baseadas em algo diferente que as mentiras das crenças herdadas
e reprocessadas.

Teremos que tomar nossas decisões com as contingências morais e éticas que de modo algum se
dissociam da realidade.

A realidade nos força a ver aquilo que está fora de nós e a não julgá-las segundo o sistema de
enganos que opera em nós.

E o que está fora de nós, que a realidade faz tanta questão de nos mostrar, como um dragão de
Komodo que depois de nos morder, nos acompanha até a entrega final?

O outro, aquele que diz algo sobre nós mesmo, mas que tem seus próprios projetos e crenças.

A necessidade do outro, analisada sem as nossas paixões, podemos facilmente ver, responder e
ajudar o outro a lidar com sua própria realidade.

Passando do “inferno” do real para um estado de ser que não sofre mais com as contradições, e
isso nem é novo, as religiões orientais já tinha percebido isso, alguma pregam até o sentido de
nulidade completa dos desejos.

A diferença em Yeshua é que há um drama cósmico, e somos partes atuantes, não passivas da
realidade. Ou seja, a transcendência por meio de um ato de vontade, chamado amor.

A realidade impõe a morte, mas não impõe a não realização de amor. O amor como vontade é a
herança dos homens e o (único) lenitivo de se estar vivo.

Só, nada além disso.

Marcos Mingra
 
    
   
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