Me constranja com teu amor Yeshua
Á
Átrio dos Gentios
Removendo a poeira secular
     
 
"EPOIS disto abriu Jó a sua boca, e amaldiçoou o seu dia.
E Jó, falando, disse:
Pereça o dia em que nasci, e a noite em que se disse: Foi concebido um homem!
Converta-se aquele dia em trevas; e Deus, lá de cima, não tenha cuidado dele, nem
resplandeça sobre ele a luz.

                                                                                                     Jo 3, 1-4

...Levanta-te, e vai-te
...Ponha fora a esta, e fecha a porta após ela
...tomou cinza sobre a sua cabeça, e a roupa de muitas cores que trazia rasgou; e pôs as
mãos sobre a cabeça, e foi andando e clamando.

                                                                                    fragmentos 2Sm 13
 
     
 
A finalidade remissiva da legalização do aborto

Este “contexto” está estruturado em três partes, na primeira, um pouco sobre o caráter remissivo
da lei e sua inutilidade, na segunda , a partir desta primeira, investigar o “como” as coisas
evoluíram para isto, e por fim, um conclusão, melhor, mais um lamento sobre nosso fracasso como
seres humanos.

Antes, um esclarecimento. Este texto não está preocupado com criancinha indefesas. Não visa
“proteger” aqueles que tiveram atendidas as orações de Jó e que escaparam com maior facilidade
de Mt 18, 7. Também não está alinhado com nenhum argumento tradicional de cristãos.

Não, este texto é de preocupação exclusiva com as mulheres, sejam estas capazes de se
reconhecer aqui, ou não, se houver críticas; espero no Eterno, que não sejam combatendo um
moralismo que não existe, nem por hipocrisia, pois se não tenho autoridade para escrever algo por
não ser mulher, também não tenho nada a defender, de lado a lado do debate.

Ou seja, não sei até que ponto este debate é de “minha alçada”. É apenas meu tributo a todas as
mulheres que suportaram dias perversos na terra.

Segundo esclarecimento, este texto não entra no mérito de aborto relacionado a estupro nem de
doenças que ponham em risco  à mãe ou, ainda, gestação desnecessárias (natimortos).

Curando feridas

Qual seria a finalidade de uma lei de aborto em um mundo de permissão e bons meios de
contracepção?

Se queremos proteger as mulheres, que morrem e sofrem em clínicas  clandestinas de aborto...
Morrem, não, morrerão... Já que nada há para fazer remissivamente. Uma lei como esta visa a
proteção futura, não visa?

Se visa, não seria melhor a prevenção do problema do que a remediação do problema?

Ainda que o Brasil prefira investir em hospitais para tratar de vítimas evitáveis de acidentes ao
invés de moralizar nossas atitudes no trânsito ou tratar doenças igualmente evitáveis, a fazer o que
o mundo civilizado já conseguiu há décadas, quando não, séculos, que é o “básico”, óbvio e
elementar saneamento básico.

Se esta é a lógica fatalista do Brasil, então também podemos manter mais esta tragédia e seguir o
curso desta proposta legal - não há mais o que dizer aqui.

Mas se há espaço para o bom senso, por que temos que chegar em um ponto de corrigir um
“acidente” de modo tão violento? Ainda que sob amparo hospitalar adequado.

Por que a ênfase na legalização do aborto ao invés de uma ferrenha briga por recursos que levem 
educação às pessoas?

Talvez a resposta seja: é mais fácil tratar que corrigir. Educação é ação de longo prazo... Ok, se é
assim, não há porquê seguir o texto, me dou por vencido... Como ser humano.

Mas há algo que ainda não me convenceram, de que há uma agenda oculta,  que a intenção da lei
do aborto é curar  feridas existentes.

Desculpe, mas se, além de outras preocupação, há esta esperança, na carona de "bons"
argumentos, então lamento, esta será inútil.

Ter mais pessoas com esta dor sufocada não trará paz a ninguém. Só tornará a sociedade mais
insensível. E os homens de pouco (ou nenhum) compromisso agradecem tamanho empenho.

Eis o verdadeiro “vitorioso”.

Um mentira sendo contada há muito tempo.

Olhando por  cima, vi um trecho da entrevista de uma pensadora a quem respeito, ela disse que as
feministas mentiram às mulheres sobre determinado ponto (postergação de filhos).

Há muito mais mentiras contras as mulheres e não foram contadas só por feministas, mas por
pensadores, psicológicos e sobretudo por novelas e artistas medíocres mais que filósofos.

A questão principal é, o que leva a uma gravidez indesejada? E outra, até que ponto é indesejada?
Quanto de indesejada pode ser considerada uma gravidez de um casal que se quer e se diz
amar?

Para além do corpo que abriga um ser, vem a pergunta, o que o recôndito da alma abriga?

É desta proteção que não ouço nenhum debate. Neste debate não se fala as razões que estão
mais profundamente ligadas ao embaraço, ao conflito interno e o que um aborto pode provocar
naquilo que é mais intimo em uma mulher.

Pode ter havido uma vitória feminista, mas nunca houve uma vitória feminina.

Nossa sociedade ainda é uma sociedade que massacra as mulheres, de uma maneira muito
perversa, pois se antes reduzíamos a nada as necessidades e desejos da mulher, hoje tiramos
proveito, de sua competência, onde permanece a expropriação de todos os outro atributos.

Se antes, raptávamos, pilhávamos, comprávamos, recebíamos de presentes com dotes,
estuprávamos, abusávamos e abandonávamos, agora, temos um recurso melhor, o estelionato
afetivo. Perfeito! E ainda fazemos acreditar que elas estão no controle e que dividem
responsabilidades.

É a excelência da maldade... Masculina.

Silêncio e resignação

Não importa o dano residual, aquele que não se vê, aquele que é coberto pelo véu do silêncio, que
alimentou tantos abusos, como pedofilia e estupros por conhecidos, que as mulheres souberam e
sabem suportar como ninguém, juntamente com sua estoica resignação.

Quem poderá dizer que o aborto não é mais um item da cesta.

Não vão me provar, ninguém tem como provar isto, nem todo silêncio, nem toda a lei nem nada
que os homens possam inventar em suas falácias com ares acadêmicos poderão me fazer crer
que está tudo bem.

Marcos Mingra
 
    
   
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