Resistência
     
 
"Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes
ver-me.

                                                                           Mt 25, 36
 
     
 
Resistindo à indiferença

Há vários argumentos contra a existência de Deus, uns poucos, muito bons e a maioria, muito
fraca, argumentações beirando o ridículo, para não usar palavras mais pesadas.

Uma delas é a existência de doenças (ou deficiências), emandando a pergunta: “como pode haver
Deus que tenha criado algo imperfeito?”.

Tal argumentação só pode ter partido de pessoas, ou que não conhecem a Palavra, o que é
lamentável, pois argumentar sobre algo que não se conhece, ou que só se conhece de terceiras (e
péssimas) partes, é de uma falta de inteligência ou honestidade gritante.

Uma outra razão para repercutir este tipo de argumento é a mágoa, mas não nos estenderemos
nesta razão, pois exigiria vários outros comentários.

Há uma total falta de conhecimento bíblico para negar a existência de Deus a partir desta
colocação, a Palavra é clara quanto a realidade das doenças. Há um vínculo entre obediência e
proteção, que inclui questões de saúde.

Aqui, pode-se continuar a negação de Deus afirmando um oportunismo Bíblico, neste ponto,
teríamos que seguir outra via de contra-argumentação, mas não é o foco aqui. Esta segunda etapa
exige outro texto. Aqui vale a premissa básica, mais fácil, reconheço, mas é necessária.

Mas, o oportunismo, se é que há, fica limitado a interpretação pré-evangelhos.

Mas antes de entrar na “revisão” adventista de Yeshua, precisamos digerir a questão da doença
como um mal humano.

Em primeiro lugar, não há um problema de saúde e, extrapolo, nem de pobreza. Aqui o problema é
da presença do mal, presença esta que resolve a questão pré-Yeshua, devido a ruptura que
Yeshua traz consigo.

No antigo testamento temos pessoas angustiadas com inimigos reais e infortúnios decorrentes
das limitações do conhecimento, mais que os de nosso tempo.

Onde a obediência era o requisito, mas em Yeshua, há a ruptura entre o bem e o mal. O mal,
portanto, não é mais uma espécie de “braço esquerdo” de Deus, o mal é exposto e condenado.
Não mais uma ação de afastamento por uma proteção passiva em Deus, em Yeshua temos uma
ação claro de enfrentamento com o mal.

Portanto, doenças e pobrezas, não são simplesmente fatos fortuitos, ou melhor um “infortunístico”,
um azar a ser evitado.

A doença e a pobreza não são uma condenação em si, em nossos dias, são apenas um mal
decorrente de um espírito de indiferença humana.

É a atitude egoísta que existe em cada um de nós que mantém o estado indesejado de doenças e
pobreza.

Na pobreza, a indiferença da partilha, de alocar recursos não para a construção de paraísos
terrestres (tentando satisfazer algo que está na “natureza” humana, genética ou
extraordinariamente gravados em
nós).

Este é o mal e este não existe no mundo, mas em nós.

E este é o ponto.

Na doença, permanece a mesma raiz da pobreza, menos óbvio, mas idêntico, pois em uma
sociedade justa, as diferenças sociais, afetivas e econômicas, desapareceriam.

Talvez apenas a dor, não pode ser compartilhada, esta é individual, mas mesmo assim, ainda
resta o versículo: chorai com os que choram. Uma sociedade empática, compassiva.

A argumentação da não existência de Deus devido a pobreza e a doença, nada mais é que uma
rejeição aos princípios de compaixão e uma revolta contra o infortúnio no caso de ser, a pessoa,
abatida com um mau de natureza física.

Porque a doença nega a conquista de um paraíso terrestre, e esta deve ser encarada como a
verdadeira raiz da “revolta”. Um paraíso terrestre tem suas conveniências, mas escondem intentos
nem sempre “saudáveis”.

Esta é a denúncia de Yeshua. Ele rompe com o mal e dá-lhe forma e sentido e, ainda, declara que
Deus não tem parte com o este.

Nós temos parte com o mal, certamente Deus não tem e, portanto, é sem sentido nega-Lo em
razão deste mal. Isto fica claro quando Mashiach diz que não teríamos nossos dentes embotados
pelas uvas que nossos país comeram.

É Yeshua que busca resgatar nossa humanidade. Se preferirem, o termo salvador da humanidade
pode ser recortado desta forma, salvar a humanidade significa salvar a nossa humanidade em nós
mesmo. Salvar o sentido de humanidade, seu conceito. Como quem diz e fundamenta em dois
alicerces, um, somos humanos (não divindades - exclusivamente) e que ser um ser humano é, em
sua concepção divina (mente e alma), bom.

Marcos Mingra
 
     
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