Parábolas Atrianas
     
 
"Ai, nação pecadora, povo carregado de iniqüidade, descendência de
malfeitores, filhos corruptores; deixaram ao Senhor, blasfemaram o Santo
de Israel, voltaram para trás.

A vossa terra está assolada, as vossas cidades estão abrasadas pelo fogo; a
vossa terra os estranhos a devoram em vossa presença; e está como
devastada, numa subversão de estranhos.

De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios, diz o Senhor? Já
estou farto dos holocaustos de carneiros, e da gordura de animais cevados;
nem me agrado de sangue de bezerros, nem de cordeiros, nem de bodes.

As vossas luas novas, e as vossas solenidades, a minha alma as odeia; já me
são pesadas; já estou cansado de as sofrer.

Aprendei a fazer bem; procurai o que é justo; ajudai o oprimido; fazei
justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas."

                                                                               Is 1, 4, 7, 11, 14
 
     
 
A casa e o Telhado

Certo homem havia deixado sua cidade natal, poucos ou quase nenhum de seus habitantes deu
falta deste homem. Exceto um justo, e cheio de compaixão. Este justo se pôs a procurar o
expatriado. Depois de muito procurar, depois de muitos perigos o encontrou. Ambos muito
cansados, mas bem. Começaram uma conversa ou, pode-se dizer, interrogatório.

Após uma série de perguntas feitas por aquele que procurava sem cessar, o homem considerou
seu próprio coração, seus pecados (porque eram muitos) e depois de remoer tudo dentro de si,
disse:

- Havia um pobre em minha vizinhança, dava-lhe algum pão todos os dias, era tudo que eu podia
fazer, ele não tinha casa, morava praticamente na rua. Certo dia, o prefeito soube da situação e
pediu a vizinhança que comprasse uma casa com um dinheiro que ele proveria. Reunimo-nos
para organizar tudo. Como o pobre não tinha documentos para a compra, pedimos ao líder do
bairro para comprar a casa em seu nome. Quando o dinheiro chegou, compramos a casa e o
pobre foi morar lá, só que choveu e a casa inundou, pois o dinheiro não permitiu comprar uma
casa em um bom local. O prefeito mandou mais dinheiro para arrumar o que fosse necessário,
não era, de fato, preciso muita coisa, só que o líder preferia colocar o dinheiro no centro
comunitário, que precisava de novo telhado, também castigado por aquela imensa chuva.

Parou, respirou e prosseguiu.

- A situação naquela casa estava insuportável, mas o pobre e sua família continuaram nesta sem
reclamar. Como era visível a dificuldade deles, todos comentavam com o líder comunitário sobre
a precariedade da moradia. A esposa deste líder então se pôs a dar conselhos ao pobre,
conselhos beirando o absurdo, mas estes conselhos não evitavam as inundações, as goteiras e
todos os apertos, nada de fato mudara. Então os conselhos desta esposa se tornaram mais e
mais agressivos até que a família teve que sair da cidade e morar em lugares ermos e
perigosos.

E finalizando, disse:

- É por isso que sai da cidade, não posso ficar em uma cidade tão cruel.

Ai o justo respondeu.

- Entendo o que você diz, mas você não deve julgar todos os cidadãos da cidade por conta deste
líder mau. Há boas pessoas na cidade, de fato, a maioria é muito boa e o prefeito mandou o
recurso, veja como temos um prefeito bom, quantas cidades você conhece que possuem um
prefeito justo?

- Sim, respondeu o homem e continuou - De fato, há muitos homens bons e o prefeito foi
amoroso, justo e bom. Mas se apenas um homem desta cidade foi suficiente para fazer o mau,
por que então, nesta cidade, tão numerosa de pessoas boas, não há uma sequer para restituir o
bem? Se há quem tenha poder para fazer o mau dentro dos muros da cidade, por que não há um
único com poder para fazer o bem?

E finalizou.

- Quando acharem o pobre e restituírem, à família, sua casa, eu voltarei à cidade.

Marcos Mingra

Resumo para quem tem dificuldade com parábolas: "igreja" gosta é de dinheiro.
 
     
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